Seguindo a ótica da palestra “JUVENTUDE: Formação de Valores” de Maria Nobre Damasceno, baseada em sua pesquisa realizada com jovens em suas diversas formas de agrupamento na sociedade, na zona rural e urbana. Tendo em seu cerne de execução as contribuições do movimento dialético e a metodologia crítica. Na compreensão de um para o todo, em busca de melhores argumentos contextuais de estudo, dentro deste espaço bastante complexo chamado “juventude”.
Ela ressaltou a influência e a manipulação da mídia na definição precipitada dos jovens, classificando-os como individualistas, agressivos, drogados e marginais, sendo esta a minoria. Informou que um estudo de pesquisa coerente deve se aproximar do público ou até ser vivenciado junto dele, declamando a frase “o caminho se faz com o caminhar”. A Juventude é diversa e rica, por isso complexa de se entender, tem grande potencial em suas relações sociais, mas seus comportamentos ao longo do tempo mudaram de uma juventude revolucionária ativa para uma juventude que revive um processo de ativismo revolucionário. Mas se encontra nela um potencial de mudança.
O jovem se ver membro da família, valoriza a amizade e gosta de se socializar em grupos, como forma de convivência, interação e formação. Característica do ser humano que se identificam por afinidades e formam grupos, para assim ser visto e ver, falar e ouvir, se sentir forte no meio do todo. Porém é nessa convivência que se formam as gangues e as más condutas, devido a um desestruturado processo de formação. Segundo Maria Damasceno “O jovem é produtor de cultura, tem sonhos: Se formar, conseguir um bom emprego, ajudar a família, mas tem dificuldade de aceitar cobranças”. Eles lutam por um mundo mais justo e digno, buscam formas de se organizar e fazer política em grupos religiosos, comunitários e institucionais para reivindicar por cidadania. Sendo ainda muito pequena sua atuação em partidos, devido à falta de abertura para este público. Damasceno demonstrou preocupação quanto ao desemprego dentro do segmento juvenil sendo 3 (três) vezes maior que outras classes sociais, como justificativa de falta de experiência. Argumento não convincente, pois se não há oportunidade, não haverá experiência.
Assim os jovens são a luz, não a escuridão, e seus valores segundo a pesquisa são: amizade, sociabilidade, solidariedade, participação social, trabalho com valores sociais. O lazer praticado pelos jovens é na maioria das vezes o futebol que integra a comunidade, esporte dominante devido à
ausência, o incentivo e o desenvolvimento de outras práticas, e é claro, também pela exaltação desenfreada da chamada “paixão nacional”, onde a verdadeira paixão deveria ser a educação. A juventude ver no trabalho afirmação e negação, por um lado à independência de sobrevivência, por outro a dificuldade de se disciplinar. A pesquisadora encontrou no trabalho várias formas de preconceito praticado com os jovens, relacionados à cor da pele, a beleza, e seus comportamentos.
ausência, o incentivo e o desenvolvimento de outras práticas, e é claro, também pela exaltação desenfreada da chamada “paixão nacional”, onde a verdadeira paixão deveria ser a educação. A juventude ver no trabalho afirmação e negação, por um lado à independência de sobrevivência, por outro a dificuldade de se disciplinar. A pesquisadora encontrou no trabalho várias formas de preconceito praticado com os jovens, relacionados à cor da pele, a beleza, e seus comportamentos.
Em suas considerações finais ela ressaltou o termo “sonhar” resumindo a frase de Gramsci “Se somos capazes de sonhar, juntos somos capazes de realizar”. A palestra ainda contou com a contribuição e colocação interessante do Professor Israel, que falou que os pais tem medo de deixar seus filhos na rua, não os deixando viver experiências e formas de socialização, “o perigo não está somente fora de casa, mas dentro dela, através do mundo que se tem ali na internet ao acesso dos filhos/jovens”. Compreendo assim que o jovem é o potencial de mudança e que muito tem que se investir na juventude. Concordo que a rua é um espaço de formação, mas que os filhos devem habitá-la com consciência e boas opiniões formadas, e ainda com o auxiliar dos pais por meio do acompanhamento dos comportamentos, ações e atitudes, tanto vivenciados fora como dentro de casa no mundo virtual/real. Pois é preciso afetividade na sociedade contemporânea, pois as relações de afeto entre pais e filhos estão cada vez mais ausentes.
E você? Qual seu olhar sobre a Juventude?
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Este post é parte do artigo (produto da terceira Escola Internacional da Rede de Pós-Graduação na Infância e Juventude) "Democracia, direitos humanos e cidadania: infância e juventude na América Latina" (CLACSO / CUEA - OEI). Tendo como natureza de pesquisa “Vertentes de análise da Juventude”.
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Com calote e dívidas, fabrica de Lisieux leva esperança num caminhão.
Joel e Cerinha, pra vereador eles não....... 


