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Gandhi - Análise Crítica

É evidente a política exercida pelo idealista e advogado indiano Mohandas Karamchand Gandhi, como forma de reivindicação dos direitos básicos a sobrevivência digna humana. Suas ações revolucionarias e enérgicas, para o sistema posto a época (Império Britânico) iniciaram-se na África do Sul em 1893 quando através de seu primeiro ato, a queimada em praça pública dos “passes” que os indianos tinham que portar para transitar pelas ruas, sendo este, sinônimo de desigualdade, preconceito racial e injustiça social, fazendo parte das estratégias de submissão das colônias do império autoritário e ditador. Este ficou conhecido como o ato de maior expressão desde a Declaração da Independência, tendo o idealista indiano conseguido a revogação da lei do passe.
Ghandi era um homem humilde, espiritual e sem riqueza, que enfrentou o império com sua instrução, fé, ousadia e coragem. Consciente pela luta da paz e da igualdade, travou muitas batalhas e ultrapassou muitas barreiras “toda luta é sofrida” uma vida dedicada ao povo e a convicção de seus ideais. Ele encontrou na África do Sul e na Índia a discriminação da cor, a hierarquia de classes e castas, a opressão do império, a pobreza provocada pela exploração do trabalho, a violência. Tendo ele sofrido na pele está relação social.

Na Índia com seus princípios de igualdade e liberdade aos poucos conquistou a confiança e o respeito de hindus e mulçumanos, e despertou a preocupação e a ira dos governantes britânicos. Ele vivia o cotidiano de um morador de comunidade e todas suas tarefas (dar comida aos animais, limpar fezes), mas agia como um homem sábio, guerreiro e revolucionário, sempre preservando sua simplicidade e gentileza. Assim com suas ações e pregações de que podemos conviver harmonicamente juntos em um espaço que é de todos, que existem homens injustos, leis injustas que devem ser combatidas com a não violência. O fato de ter estudado, ser conhecedor das leis e acima de tudo um homem honesto e revolucionário, que soube usar a fé, o diálogo, a defesa da paz e a imprensa como estratégias de luta e empoderamento de um povo, que até então silenciava as dores e as ações sentidas no corpo e na alma. Sempre ressaltando a reivindicação e a luta com atitudes e gestos não-violentos “A batalha que devemos travar deve ser nos nossos corações, pois é de lá que existe os demônios”.

O indiano libertador lutou contra a discriminação racial, as relações de exploração do trabalho pelos latifundiários britânicos, a violência (guerra), exclusão, a miséria, “Não tem beleza o mais fino tecido, se ele causa fome e infelicidade”. Promoveu protestos pacíficos e teve um olhar empreendedor ao visualizar a exploração econômica do sal. Ghandi foi um legítimo líder das causas sociais, um defensor do povo, uma vida de dedicação, de lutas e seus ardis, mobilizou multidões, milhares de pessoas defendiam suas ideais, mas aos poucos grupos começaram a vandalizar com uma interpretação errada de suas ideias, ele jejuava quando atos violentos aconteciam e se disponha a morrer caso a violência não cessasse. Preso por cinco vezes chegou a cumprir pena de seis anos. Um homem disposto a morrer pela efetivação dos direitos, a emancipação humana e a manutenção de seus princípios. Assim aconteceu, o “grande homem” foi morto por um hindu que não aceitava a convivência harmônica com os mulçumanos, defendida por Ghandi.

Nas lutas sociais muitas mortes aconteceram, sempre provocada pela prepotência e intolerância do governo. Ghadi não deu a liberdade de estado à Índia, mas deu a liberdade de pensamento e expressão ao povo, deixou sua grande contribuição ao processo de independência da Índia, lições a humanidade através de seus exemplos, um homem sempre merecedor de lembranças por seus
atos.
“Houve um tempo em que tiranos pareciam invencíveis, mas no final eles sempre caem. A verdade e o amor sempre vencerão.”

Em uma analogia do exposto com a atualidade, em síntese vemos que muita coisa não mudou se compararmos os sistemas. No Brasil com seu sistema Republicano, quem manda é o Estado com sua estrutura de poder, e nós populares somos submetidos a muitas de suas decisões, as lutas idealizadas por Ghandi são os manifestos promovidas hoje pela sociedade civil organizada que é reprimida e até agredida pelos polícias, como na época pelos guardas britânicos. Continuamos tendo nossa força de trabalho explorada pelos empresários que na Índia em 1893 era pelos ingleses, ainda temos que lutar pela omissão de nossos direitos, pela revogação de leis ultrapassadas e insanas. O acúmulo desonesto de dinheiro de lá aqui se chama corrupção que entra em processo de naturalização, a justiça tem a mesma característica, é injusta.

Claro que os tempos são outros, a evolução e os avanços tecnológicos chegaram, muitas conquistas foram obtidas, mas a estrutura de poder é a mesma, apenas um rosto envolvido com o véu da democracia que tem medidas ditatoriais. Precisamos evoluir e nos organizamos politicamente para que caminhemos rumo à democracia e a dignidade plena. Uma caminhada contínua que não chega ao objetivo, mas é preciso caminhar e lutar, omitir, calar, acomodasse só ajuda a manter e piorar a politicagem e a injustiça social, precisamos ser cidadãos políticos instruídos e conscientes de nosso papel, de nossa força. 
PARA VOCÊ QUAL A RELAÇÃO DO EXPOSTO COM A ATUAL REALIDADE?

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