A nossa terceira edição do Papo Entrevista trás a Assistente Social do CRAS de Lisieux, Liana Lima Gonçalves, graduada pela Universidade Federal do Piauí. Que através de nossas perguntas nos fala sobre a questão social, o campo de trabalho, sua carreira e um pouco da realidade social de nosso distrito. Leia atentamente as perguntas e resposta, e faço suas reflexões. Não esqueça de deixar seu comentário no final desta matéria.
01. Como é o campo de trabalho do Assistente Social?
É crescente e consolidado. No entanto a questão salarial ainda não é adequada. Há ampliação de campo, área de trabalho, como consultoria á empresas; planejamento, gestão e execução de políticas. Portanto, o mercado de trabalho dos assistentes sociais tem se consolidado e afirmado.
02. Que mudanças aconteceram dentro do Serviço Social deste o nascimento desta carreira?
O reconhecimento, hoje você consegue saber o que o profissional do Serviço Social é requisitado a fazer, a ampliação do mercado de trabalho e enquanto categoria a profissão tem se reafirmado nos conselhos, representantes da sua categoria, na parte acadêmica e profissional tem estado mais forte.
03. Quais as ligações destas mudanças com a questão social sofrida hoje pela sociedade?
Toda, por conta da mudança da realidade, por conta da exigência de políticas públicas mais eficientes o profissional do Serviço Social tem sido requisitado. A questão social está se modificando e nós somos os profissionais que por direito intervimos nessa realidade, sendo assim proporcional.
04. Como está o mercado de trabalho para o Assistente Social?
Vai de acordo com o lugar, a profissionalização, o contratante, são alguns fatores. Existe uma grande demanda, procura desde profissional, está sendo favorável, mas, ele tem que esta se qualificando para estar assumindo.
05. Quais as dificuldades que o profissional encontra na realização deste trabalho e por quê?
Falando da minha realidade, a dificuldade é estrutural, agente trabalha com pouco recurso material, não temos uma estrutura física adequada tal qual diz a lei, não temos sala para fazer atendimento, carro em tempo integral para fazer as visitas. Enfim a dificuldade é estrutural no sentido de espaço físico e recursos materiais.
06. Que contribuição você vem dando para a redução da desigualdade social?
O trabalho baseado na ética com responsabilidade com a coisa pública, com as famílias.
07. Cite alguns projetos, programas ou ações criadas ou desenvolvidas por você dentro da área social?
Falando no CRAS aqui de Lisieux. Primeiro estamos reestruturando todos os serviços que o SUAS e a LOAS diz que tem que ter. Segundo de acordo com as nossas visitas domiciliares nos temos percebido algumas necessidades do território e em cima destas nos temos alguns projetos sendo pensados, a ponto de serem executados, por exemplo, um projeto que já esta quase sendo finalizado sobre o enfrentamento ao preconceito contra os deficientes, pois vemos que aqui tem uma grande demanda de deficientes. Um projeto preventivo que daqui a pouco o CRAS estará divulgando.
08. Você enquanto Assistente Social o que pensa sobre o SUAS?
O SUAS é o avanço, a consolidação da política de assistência social. Antes, tinha uma política com fluxo de atendimento não definido; instrumentais sem padrão; fragilidades na organização. O SUAS veio para organizar e efetuar o sistema de proteção social.
09. Na afirmação. As políticas de assistência são voltadas a manter a classe trabalhadora sobre rédea curta. Qual sua opinião?
De todo não é verdadeira. Mas faz sentido, o profissional é que vai ter autonomia e trabalhar a autonomia nas famílias, por exemplo, no caso do Bolsa Família se aquela família receber somente aquele dinheiro e não for trabalhada com ela alguma forma para que ela tenha sua independência e autonomia, ela vai ficar na rédea curta do governo. Ela nunca vai se desligar dessa dependência do estado. Por tanto vai depender muito do profissional.
10. Será que ao trabalhar em entidades privadas o Assistente Social não fica limitado aos seus recursos e interesses?
Acho que em parte sim. Mas, é o que eu falei, é o profissional que vai definir se ele vai se limitar ou não, você tem que fazer um trabalho do jeito que foi ensinado a fazer. É claro que quando há um vinculo institucional, você deve satisfação. Dependendo do empregador o profissional vai ter mais ou menos autonomia.
11. Baseado em seus estudos e experiência. Fale-nos um pouco sobre a realidade social vivenciada ou conhecida por você?
A realidade do território de Lisieux é caracterizada por baixas expectativas, principalmente profissional, porque aqui não tem fonte de emprego, outra característica que assola o território e a alta incidência de deficiência, a problemática da renda, a maioria vive do Bolsa Família, o nível de escolaridade, onde na maioria os jovens dizem “estudar pra quê?”, a dificuldade de comunicação (telefonia falha), a violência doméstica, onde elas falam abertamente como se fosse normal homem bater em mulher, as DROGAS, etc..
12. Em que tipo de caso você sentiu mais dificuldades de atuar e por quê?
Olha a minha dificuldade foi o sofrimento emocional. Você se sente frustrado porque não consegue dar providencia aquela família e além da vulnerabilidade, elas estão com problemas de saúde, de urgência, por isso é mais complicado. Aqui no CRAS é trabalhar com crianças em situação de vulnerabilidade, é horrível, degradante, humanamente para mim é mais penoso.
13. O que você diria a um jovem que pensa em iniciar o curso de Serviço Social? E para um que esteja concluindo o curso?
Eu diria a mesma coisa: Eu contaria a minha experiência, eu estou muito satisfeita como profissional, não acho que tem pouco trabalho, nem que seja um trabalho menor. O mercado está para todos, nós podemos trabalhar em tantas políticas, em tantas áreas, não é um campo limitado, eu diria que tem vaga para todo profissional qualificado.
Agora deixe a sua participação, comente o que chamou sua atenção? Como você ver a realidade social, o trabalho desenvolvido pela equipe do CRAS e deixe suas sugestões. A sua opinião pode estar ajudando a melhorar a realidade e o atendimento.
01. Como é o campo de trabalho do Assistente Social?
É crescente e consolidado. No entanto a questão salarial ainda não é adequada. Há ampliação de campo, área de trabalho, como consultoria á empresas; planejamento, gestão e execução de políticas. Portanto, o mercado de trabalho dos assistentes sociais tem se consolidado e afirmado.
02. Que mudanças aconteceram dentro do Serviço Social deste o nascimento desta carreira?
O reconhecimento, hoje você consegue saber o que o profissional do Serviço Social é requisitado a fazer, a ampliação do mercado de trabalho e enquanto categoria a profissão tem se reafirmado nos conselhos, representantes da sua categoria, na parte acadêmica e profissional tem estado mais forte.
03. Quais as ligações destas mudanças com a questão social sofrida hoje pela sociedade?
Toda, por conta da mudança da realidade, por conta da exigência de políticas públicas mais eficientes o profissional do Serviço Social tem sido requisitado. A questão social está se modificando e nós somos os profissionais que por direito intervimos nessa realidade, sendo assim proporcional.
04. Como está o mercado de trabalho para o Assistente Social?
Vai de acordo com o lugar, a profissionalização, o contratante, são alguns fatores. Existe uma grande demanda, procura desde profissional, está sendo favorável, mas, ele tem que esta se qualificando para estar assumindo.
05. Quais as dificuldades que o profissional encontra na realização deste trabalho e por quê?
Falando da minha realidade, a dificuldade é estrutural, agente trabalha com pouco recurso material, não temos uma estrutura física adequada tal qual diz a lei, não temos sala para fazer atendimento, carro em tempo integral para fazer as visitas. Enfim a dificuldade é estrutural no sentido de espaço físico e recursos materiais.
06. Que contribuição você vem dando para a redução da desigualdade social?
O trabalho baseado na ética com responsabilidade com a coisa pública, com as famílias.
07. Cite alguns projetos, programas ou ações criadas ou desenvolvidas por você dentro da área social?
Falando no CRAS aqui de Lisieux. Primeiro estamos reestruturando todos os serviços que o SUAS e a LOAS diz que tem que ter. Segundo de acordo com as nossas visitas domiciliares nos temos percebido algumas necessidades do território e em cima destas nos temos alguns projetos sendo pensados, a ponto de serem executados, por exemplo, um projeto que já esta quase sendo finalizado sobre o enfrentamento ao preconceito contra os deficientes, pois vemos que aqui tem uma grande demanda de deficientes. Um projeto preventivo que daqui a pouco o CRAS estará divulgando.
08. Você enquanto Assistente Social o que pensa sobre o SUAS?
O SUAS é o avanço, a consolidação da política de assistência social. Antes, tinha uma política com fluxo de atendimento não definido; instrumentais sem padrão; fragilidades na organização. O SUAS veio para organizar e efetuar o sistema de proteção social.
09. Na afirmação. As políticas de assistência são voltadas a manter a classe trabalhadora sobre rédea curta. Qual sua opinião?
De todo não é verdadeira. Mas faz sentido, o profissional é que vai ter autonomia e trabalhar a autonomia nas famílias, por exemplo, no caso do Bolsa Família se aquela família receber somente aquele dinheiro e não for trabalhada com ela alguma forma para que ela tenha sua independência e autonomia, ela vai ficar na rédea curta do governo. Ela nunca vai se desligar dessa dependência do estado. Por tanto vai depender muito do profissional.
10. Será que ao trabalhar em entidades privadas o Assistente Social não fica limitado aos seus recursos e interesses?
Acho que em parte sim. Mas, é o que eu falei, é o profissional que vai definir se ele vai se limitar ou não, você tem que fazer um trabalho do jeito que foi ensinado a fazer. É claro que quando há um vinculo institucional, você deve satisfação. Dependendo do empregador o profissional vai ter mais ou menos autonomia.
11. Baseado em seus estudos e experiência. Fale-nos um pouco sobre a realidade social vivenciada ou conhecida por você?
A realidade do território de Lisieux é caracterizada por baixas expectativas, principalmente profissional, porque aqui não tem fonte de emprego, outra característica que assola o território e a alta incidência de deficiência, a problemática da renda, a maioria vive do Bolsa Família, o nível de escolaridade, onde na maioria os jovens dizem “estudar pra quê?”, a dificuldade de comunicação (telefonia falha), a violência doméstica, onde elas falam abertamente como se fosse normal homem bater em mulher, as DROGAS, etc..
12. Em que tipo de caso você sentiu mais dificuldades de atuar e por quê?
Olha a minha dificuldade foi o sofrimento emocional. Você se sente frustrado porque não consegue dar providencia aquela família e além da vulnerabilidade, elas estão com problemas de saúde, de urgência, por isso é mais complicado. Aqui no CRAS é trabalhar com crianças em situação de vulnerabilidade, é horrível, degradante, humanamente para mim é mais penoso.
13. O que você diria a um jovem que pensa em iniciar o curso de Serviço Social? E para um que esteja concluindo o curso?
Eu diria a mesma coisa: Eu contaria a minha experiência, eu estou muito satisfeita como profissional, não acho que tem pouco trabalho, nem que seja um trabalho menor. O mercado está para todos, nós podemos trabalhar em tantas políticas, em tantas áreas, não é um campo limitado, eu diria que tem vaga para todo profissional qualificado.
Agora deixe a sua participação, comente o que chamou sua atenção? Como você ver a realidade social, o trabalho desenvolvido pela equipe do CRAS e deixe suas sugestões. A sua opinião pode estar ajudando a melhorar a realidade e o atendimento.
Lisieux: Distrito órfão está disponível para adoção!
Arrastão em Lisieux: Já são em torno de 50 celulares e várias motos tomadas.
Greve nas universidades estaduais, os Ferreira Gomes e outras coisas
Braguinha, Prefeito Tóxico: A favor da Exploração da mina de Itataia.
FISCALIZE o seu Nome
Com calote e dívidas, fabrica de Lisieux leva esperança num caminhão.
Joel e Cerinha, pra vereador eles não....... 


Parabéns...
ResponderExcluirBoa Matéria.
A todos, boa noite!
ResponderExcluirAchei bem interressante, algumas respostas da referida assistente social do CRAS, aqui de Lisieux, e uma delas é a dificuldade enfrentada por uma indesejável, ruim, estrutura e a falta de recursos materiais,ou seja, uma precarização do trabalho e também a falta de perspectiva do povo de Lisieux. Quero deixar bem claro que o CRAS, tem várias funções e umas das quais não devemos deixar passar,pois, é uma função ofertar,de forma exclusiva e obrigatória, o PAIF(programa de atenção integral à família)e em nenhumas das indagações da entrevista se foi mencionado, já que é um serviço de proteção social básica.Deve-se na minha opinião, o CRAS aqui de Lisieux ter mais visibilidade sobre seus serviços ofertados, inclusive automaticamente desenvolver um fácil acesso e entendimento da instituição para a população no todo,haver mais a participação do(a) coordenador nos planejamentos municipais de assistência social e expor no plano municipal de assistência social as necessidades da população e da própria instituição para atender, efetivar os serviços para o povo de Lisieux, fazer com que o CRAS possua ferramentas ao menos o suficiente para dar êxito e ajudar nos trabalhos dos técnicos do CRAS no ato de demanda da população.O CRAS de Lisieux deixa muito a desejar, infelizmente.Mas o que realmente falta, para já ter-se reestruturado seus serviços de acordo com o SUAS(sistema único de assistência social),desde que o CRAS foi implementado, já que desde a implementação deve haver um prévio planejamento dos serviços, o por que da demora de algo que já deveria está no eixo central da implementação?em relação a equipe constituinte do CRAS, sejamos atentos, como diz a própria assistente social Liana, é preciso está se qualificando para assumir,e saibamos, desde já, que lidar com problemáticas socias,prevenção,intervenção etc, não é fácil como muitos pensam.É preciso realmente de qualificação para lidar-se,eis a questão, as pessoas que atuam no CRAS são/estão se qualificando especificamente nessa área,conhecem as políticas públicas,questão social,conselhos, estatutos e o que visam.Porém, muitas vezes é comum colocar pessoas que nem sabem o que estão fazendo e acabam retardando os serviços, porque não estão/são se qualificando neste campo que atuam e simplesmente querem trabalhar, pois realmente precisamos, não é!?Será que a equipe que compõem o CRAS de nosso Lisieux,realmente está ao menos se preparando ou então já é capacitada ou trabalha no CRAS por laços de cordialidade!?porque é muito amigo do coordenador(a),gestor municipal,prefeito, primeira dama enfim,só isto basta,não possuem qualificação na área?Fica a reflexão.
Então,quero dar os agradecimentos a assistente social LIANA por expor de forma ética, a realidade do nosso Lisieux,e por demostrar na sua fala a aparência de fidedignidade e contribuindo para a produção de materias socioeducativos.Agradecer ao entrevistador por, o interresse em abordar assuntos tão essenciais, predisposição.
"O momento que vivemos é um momento pleno de desafios. Mais do que nunca é preciso ter coragem, é preciso ter esperanças para enfrentar o presente. É preciso resistir e sonhar. É necessário alimentar os sonhos e concretizá-los dia-a-dia no horizonte de novos tempos mais humanos, mais justos, mais solidários.”(O Serviço Social na Contemporaneidade).
Abraço!
Achei ela uma gracinha!!
ResponderExcluir